A venda a retalho está a variar os seus modos de chegar ao público. Temos por diante um novo mundo onde o comercio eletrónico está a mudar muitos dos hábitos dos consumidores, que já, muitos deles, não deslocam a nenhuma loja das nossas cidades para fazer as suas compras. Nesta altura estamos em Vigo a viver uma polémica sobre o positivo e o negativo das novas grandes superfícies comerciais que estão a ser desenhadas na contorna da cidade e de como pode ver-se afetado o comercio chamado tradicional.
O mundo está a virar mais rápido do que possa um sozinho compreender. Nesta viragem, olhamos dados indicadores destes novos usos na maneira de fazer as compras. Assim é que as empresas de logística aumentaram um 20% o seu negocio no último ano no nosso País, por exemplo, como consequência direta do aumento do comercio on-line.
Se calhar, estamos a mudar a maneira em que mercamos. Neste sentido, ir a uma loja a dia de hoje não é unicamente um ato definido pela necessidade de fornecer de algum bem ou serviço determinado. Tem já hoje uma outra face da venda que é a própria experiência de compra. Enfatizar o lado da experiência frente o facto exclusivo da compra é algo que está a ganhar terreno no comércio ao retalho, para consolidar face do comercio das lojas on-line.
Vemos por diante como a Amazon abre lojas com presença física ou como o conceito das lojas Apple ajudam exclusivamente a criar uma comunidade de usuários diferenciados dos da sua competência; na realidade numa loja Apple o objetivo não é a venda do produto, é a venda da experiência como proprietário de um produto já mercado anteriormente da própria marca.
A experiência é a nova máxima neste novo modelo de comércio, os produtos existem na rede, na web, no on-line, a experiência é que é física e tem que ser única. Um novo modelo de economia; um novo modelo de sociedade no fundo; uma sociedade GAFA, uma sociedade dominada pela Google, a Amazon, o Facebook e a Apple.
Neste novo modelo, as empresas grandes e marcas de luxo precisam de mais e mais metros de superfície no sentido de oferecer estas novas experiências. O vaziamento, nesta procura de maior espaço, de muitos locais comerciais nas baixas das cidades e em centros comercias que ficaram obsoletos provoca a chegada de novos desenvolvimentos imobiliários, por um exemplo, de lojas independentes, artesanais e de comércio local nesses locais deixados nas baixas das cidades, agora já mais próprios da economia “gig”; isso que damos em chamar a economia do talento. O comercio local tem que tornar numa venda de experiências únicas, com produtos únicos e de valores sustentáveis para a comunidade.
Neste sentido, temos por diante uma reestruturação do espaço urbano tal como este foi entendido até o de agora. Na mesma temos por diante varias experiências de reutilização de antigos centros comerciais, fundamentalmente nos EUA, onde algum deles têm uma segunda vida como universidades ou até hospitais ou bem com centros de negócios para empreendimentos empresariais. Por acaso, como modelo de reformulação de um velho espaço comercial temos o mais antigo dos “shoppings” dos EUA , construido no 1828 em Rhode Island e reformulado como solução habitacional recentemente.
Na mesma temos também novos empreendimentos de grandes zonas comerciais na reestruturação do espaço urbano. Umas novas grandes superfícies de 4º geração, onde o novo conceito de experiência ganha frente aquele outro conceito anterior de grande armazém. Assim, neste sentido, dar uma experiência de compra é fundamental para entender o futuro do comercio físico que temos por diante.
Reformular o espaço das nossas vilas e cidades neste sentido é um repto de País que temos por diante, A experiência única de vir mercar cá, tem que ser sugestionada em torno a valores tanto do património histórico-artístico como também paisagísticos, tanto como uma oferta que aporte experiências únicas de ócio e divertimento.
Neste sentido, é preciso uma ordenação clara das novas zonas comerciais que não podem ser unicamente metros e metros de naves que funcionam como armazém ao por maior. É preciso, também neste sentido, uma reformulação desde já do comercio tradicional que não pode funcionar unicamente como distribuidor de grandes marcas, já que essa é uma batalha perdida já há muito tempo.
Procurar a venda da experiência é uma necessidade para a sobrevivência do comercio e é algo que estamos a deixar passar. Na hotelaria e restauração já bem começou este caminho, mas no comercio temos muito que avançar todavia.


















Villares visitou a exposición fotográfica dedicada a Calvo-Sotelo, instalada na praza de Pancho Maseda, que forma parte do programa conmemorativo do centenario. A mostra reúne unha selección de imaxes seleccionadas pola propia familia do expresidente para achegar á cidadanía diferentes momentos da súa traxectoria persoal e política. A conmemoración, que se estende ao longo de todo 2026, busca poñer en valor a figura de Calvo-Sotelo e a súa relación con Ribadeo, onde deixou unha importante pegada vinculada, entre outras cuestións, ao impulso de infraestruturas.
No acto intervirán o autor e Xoan Ramón Fernández Pacios, cronista oficial de Foz. A actividade está organizada pola Federación de Librarías de Galicia en colaboración co Concello de Foz.
O alcalde, Dani Vega, fixo un balance moi positivo: “foi un concerto moi especial nun marco espectacular, como é a igrexa parroquial de Ribadeo, e no que o gaiteiro Carlos Núñez encandilou aos asistentes co seu repertorio. Todos os asistentes disfrutámolo moito”. Xunto a Carlos Núñez estiveron o rexedor e as concelleiras de Cultura, Turismo e Seguridade, Begoña Sanjurjo, Marta Saiz e Montse Seijo.
Durante case dúas horas desenvolveuse unha conversa aberta arredor do mundo do espírito e do contido da obra, nun encontro ao que asistiu un grupo numeroso de persoas dispostas non só a escoitar, senón tamén a dialogar e compartir reflexións. Tras a intervención inicial de Pepe Peinó como responsable do proxecto, tomou a palabra o escritor Lionel Rexes, quen achegou novas perspectivas antes de abrir o debate ao público. As opinións, argumentos e matices sobre relixión, espiritualidade, Deus e os valores que sustentan a convivencia foron enchendo o espazo nun ambiente participativo e respectuoso, no que as diferenzas quedaron en segundo plano fronte á forza do diálogo, a solidariedade e o afecto.
A iniciativa xurdiu co obxectivo de xuntar o alumnado que coincidira na EGB, pero axiña se ampliou a todas aquelas persoas que compartiron pupitres e amizades tamén no instituto.
O público, totalmente entregado de principio a fin, amosouno cos intensos e prolongados aplausos que acompañaron toda a actuación. Ao remate, os asistentes expresaron o seu desexo de poder gozar no futuro de novos concertos do artista, que sen dúbida volverán entusiasmar ao público.
Villares subliñou o éxito de convocatoria do evento, que reúne cada ano a numerosos participantes e afeccionados en Ribadeo, “aproveitando o atractivo da ría e do seu porto deportivo para atraer visitantes e complementar co deporte a súa ampla oferta de natureza, patrimonio e gastronomía”. A presente edición estivo dedicada á figura de Leopoldo Calvo-Sotelo, con motivo do centenario do nacemento do que fora presidente do Goberno e alcalde honorario do municipio. Ademais das regatas de vela en distintas categorías, celebráronse bautizos de buceo, charlas ou un concurso de pesca, entre outras actividades.



