Diglossia e galegofobia
Durante estes dias tem-se falado muito sobre as opinions expressadas sobre a nossa língua por umha participante galega no reality Gran Hermano. Pola minha parte, estas opinions viriam cobrar umha maior dimensom devido a umha série de anedotas que me acontecerom e que nom pudem deixar de relacionar com o mediático caso do GH. Tentarei pôr em relaçom estes dous casos e para finalizar, darei a minha opiniom sobre qual deve ser a estratégia para umha defesa real da nossa língua e para a sua sobrevivência. Começo com as anedotas.
Anedota 1: Viajo caminho de Ponte Vedra; fago umha paragem para almorçar; ao pagar a conta no balcom, reparo na seguinte cena: dous empregados estám a falar em galego; um deles decide-se a atender-me; primeiras palavras em galego; entrega-me a volta e dize convencido: “Ahí tiene. Muchas gracias”. Anedota 2: Continuo a minha viagem e ligo a rádio do carro; na Rádio Galega, a jornalista entrevista umha pessoa que responde num galego “natural”, “correcto”; num momento da conversa, a pessoa entrevistada cita-se a si própria; a cita em espanhol; continua o resto da sua conversa em espanhol. Anedota 3: Viagem de volta; paro numha área de serviço; pido um café com leite; tomo o café ao tempo que a empregada mantém umha conversa com um cliente; comunicam-se num galego “correcto”, “natural”, “o seu galego”; vou pagar e pergunta: “con leche?”.
Porque relato com detalhe estas anedotas que isoladamente parecem nom ter maior importância? Pois porque estes acontecimentos estám perfeitamente relacionados entre si, dando mostra da situaçom na que se encontra a língua galega. Detrás de cada um desses gestos e dessas atitudes hai um comportamento claramente diglóssico que se manifesta no uso do galego na esfera do privado e ambientes informais e no uso do espanhol na esfera do público e ambientes de tipo formal. Esta mudança de usos é sintomática, pois mostra às claras o processo de substituiçom linguística que padecemos no nosso país, onde a diglossia é tam acentuada, que a Galiza constitui um caso paradigmático para o estudo e compreensom deste fenómeno sociolinguístico.
Deixemos agora os factos e vamos ao plano ideológico. Ao valorarmos as opinions da participante galega no GH, nom devemos cair na inocência de personalizar o que na realidade constitui umha problemática de carácter ideológico na que o galego é desprestigiado em favor do espanhol. As manifestaçons desta rapariga venhem pôr sobre a mesa as ideias de fundo que alimentam o discurso galegóbobo no nosso país. Entre outras podemos encontrar o rechaço consciente do uso do galego; a falta de competências para desenvolver-se neste idioma; que o galego soa “bruto”; que só é apto para pailáns das vilas e aldeias ou para nacionalistas extremistas das cidades; que a língua de ensino é maioritariamente o espanhol; etc.
Qual entom a relaçom entre as opinions galegófobas e as “anedotas” que vimos de descrever? Esta comparaçom entre o plano ideológico e o plano sociológico pom de manifesto a armadilha que supom defender a liberdade linguística sendo-se sabedor de que a desprotecçom de umha língua doente significa condena-la à sua morte.
Por isso, devemos desmascarar a farsa anti-galega, porque sabemos que se suavizamos o discurso em favor dum “bilinguismo igualitário” na Galiza, terám dado mais um passo na batalha ideológica. Porque sabemos que o galego continua a ser umha língua de segunda e precisa dumha especial protecçom, que as percentagens nos usos do galego no ensino som insuficientes, que os meios de comunicaçom em galego som escassos e com um baixo nível linguístico e a presença das televisons portuguesas é nula. Chame-se imersom, discriminaçom positiva ou chame-se como se queira, devemos procurar a restituiçom da dignidade do galego e a sua sobrevivência através do monolinguismo social. Devemos ter em conta outro aspecto de vital importância, consistente em vermo-nos desde umha óptica propriamente galega, sem termos que passar polo filtro do espanhol como referente do nosso relacionamento linguístico, virando para um convívio natural e fluente dentro da comunidade linguística à que pertencemos legitimamente por sermos o seu próprio germe, é dizer, o âmbito galego-luso-brasileiro. O monolinguismo social e o relacionamento com as outras variantes da nossa língua comum virám dar ao galego um status de prestígio e utilidade nos planos social, cultural e económico que constituem a única via para a sua salvaçom.















Este lume iniciouse ás 14.51 horas do luns e para a súa extinción mobilizáronse, de xeito acumulado, 2 técnicos, 14 axentes, 20 brigadas, 21 motobombas, 1 pa, 5 helicópteros e 7 avións.
José Luis Teso Celis é o vendedor da ONCE que repartiu estes cartos na localidade mariñá, desde o seu punto de venda situado na Avenida da Mariña, número 46.
Durante a xornada realizarase un mural inspirado na obra Diálogo (1946) de Luís Seoane, que Maruja Seoane levou a tapiz ese mesmo ano. A organización convida a toda a veciñanza a participar con lecturas, conversas, cantos, bailes e un xantar compartido.
O xoves haberá unha gran sardiñada no Campo da Pascua e o venres dedicarase ao Día do Neno con atraccións a prezos populares. A organización corre a cargo da Comisión de Festas de San Xoán de Covas coa colaboración das administracións locais e autonómicas.
Os subcampións foron Benja e Álvaro. O torneo reuniu no Real Club Náutico arredor dun centenar de xogadores procedentes de Galicia, Asturias e Castela e León, consolidándose como unha das citas máis destacadas do calendario musístico da costa lucense. Desde LuMus agradecen “el apoyo del Concello de Ribadeo, del Real Club Náutico de Ribadeo, de Mapfre y del resto de colaboradores y patrocinadores que hicieron posible esta cita, que dio comienzo a primera hora de la mañana y se prolongó durante toda la jornada del sábado”.
O festival De Cabo a Cabo, organizado por Fanto Fantini cunha achega provincial de 20.000 €, puxo en valor a diversidade cultural de Burela, onde o 10% da poboación é de orixe caboverdiana. A programación espallouse por varios espazos da vila con música, intervencións artísticas e torneos deportivos, e contou coa presenza de artistas como Baiuca, DJ Danifox, DJ Kandole, Batuko Tabanka, Lilaina ou Saya. A contribución da Deputación permitiu cubrir a infraestrutura técnica e loxística, así como os custos de organización e contratación das actividades.
O Concello destaca que este novo éxito é froito do compromiso, do esforzo e da dedicación constante do deportista, cualidades que lle permiten seguir acadando resultados destacados a nivel estatal. Desde a entidade municipal transmítense os parabéns a González Villares por este subcampionato de España.



